(João Gomes, in Facebook, 29/12/2025)

Há seres humanos que persistem em acreditar quando acreditar já não é cómodo. Não por desconhecimento do mundo, mas por lucidez suficiente para perceber que a realidade dominante não é sinónimo de verdade última. São os resistentes. Não marcham em bloco nem levantam bandeiras ruidosas; sobrevivem, antes, na obstinação silenciosa de quem se recusa a aceitar que a injustiça seja natural e a desigualdade inevitável.
Carregam consigo ideologias feridas, muitas delas declaradas mortas pelos vencedores da história. Dizem-lhes que falharam – e falharam, é certo, não poucas vezes. Mas os resistentes sabem que muitas dessas falhas não nasceram das ideias em si, mas da sua captura: pela má condução política, pelo autoritarismo travestido de redenção, ou pela imaturidade de sociedades que ainda não compreendiam que a força coletiva não anula o indivíduo – protege-o.
Vivem hoje cercados por um liberalismo económico que se apresenta como horizonte único, como se fosse uma lei da natureza e não uma construção histórica. Um sistema que absolutiza o mercado, privatiza o risco, socializa o fracasso e chama liberdade à sobrevivência competitiva. Um sistema que mede o valor humano pela produtividade, a dignidade pelo rendimento e a vida pela sua utilidade económica.
Nesse mundo, a precariedade deixou de ser exceção para se tornar condição existencial. O trabalho já não garante futuro; apenas adia a queda. A riqueza cresce, mas escorre para cima, concentrada em elites cada vez mais desligadas da vida comum. Fala-se de mérito para justificar heranças, de eficiência para legitimar cortes, de inevitabilidade para anestesiar consciências.
Os resistentes não ignoram isto. Pelo contrário: é por verem com clareza que não desistem. Sabem que a promessa de uma sociedade mais justa foi traída, mas recusam aceitar que tenha sido uma ilusão. Recusam confundir o erro histórico com a falência moral da ideia de solidariedade. Continuam a acreditar que o trabalho e o fruto do trabalho não podem existir apenas ao serviço de poucos, enquanto muitos vivem numa permanente economia do medo.
Chamam-lhes ingénuos. Sonhadores fora do tempo. Mas talvez sejam apenas aqueles que ainda não se renderam ao cinismo como forma superior de inteligência. Procuram a bondade acima do materialismo, a concórdia acima da disputa permanente, o bem comum acima da acumulação privada. Não porque ignorem o conflito, mas porque sabem que uma sociedade organizada exclusivamente em torno dele acaba por se devorar a si própria.
Os resistentes não prometem paraísos. Sabem que nenhuma organização humana é perfeita. O que recusam é a normalização da injustiça, a glorificação da desigualdade, a ideia de que não há alternativa. Persistem não por esperança fácil, mas por responsabilidade ética. Porque desistir seria aceitar que o mundo é apenas aquilo que o poder permite – e nada mais.
E enquanto houver quem resista assim, sem garantias, sem aplauso e sem recompensa, a história não se fecha. Fica suspensa. Inquieta. À espera de que alguém volte a lembrar que viver em sociedade não é competir até ao esgotamento, mas partilhar o risco, o trabalho e a dignidade de existir.
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Os fachos adoram hierarquias. São aqueles que como cantava o Zeca, “acham que o mundo só anda preso a voz de um capataz”.
Mas a verdade e que “os velhos tiranos de há mil anos morrem como tu”. E os novos tiranos também lá irão.
E o mundo continuará a girar.
E haverá sempre quem mande os senhores das hierarquias ir ver se o mar da tubarão branco cheio de larica.
Belo texto: ” … há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não…”, mas é preciso organizar essa resistência!
Os resistentes são muitas e muitas. Belo texto.
Será por “hierarquia” que “o mais alto magistrado da nação” tem direito a ser hospitalizado e operado de pronto, ficando internado o tempo que for preciso sem que nada lhe falte nos hospitais públicos ou do Estado, e as mães dessa mesma nação tenham de dar à luz na rua ou em ambulâncias, devido ao encerramento compulsivo de maternidades e serviços de obstetrícia, ditados pelas “hierarquias políticas” desse mesmo país?
O “mais alto magistrado da nação” ainda aproveita para mexer uns cordelinhos e meter imas cunhas, tal não é a “hierarquia da situação”.
Já um recém-nascido na Pategónia não tem cunhas que lhe valham, se não pertencer às “cúpulas hierárquicas”.
Isto deve ser é o culto da hierarquia dos sociopatas pategos, ou não dessem eles má reputação da Pategónia como vis sabujos e vendilhões do templo que são.
A desigualdade na ordem é essencial para os GNR andarem a controlar e a agredir e maltratar imigrantes ilegais semi-escravizados? Para os instrutores e sargentos dos comandos abusarem dos instruendos, levando-os a limites físicos sob condições extremas, privando-os de água e assim os matando à sede e por esgotamento? Ou aos professores universitários, ou secundários ou primários, ou padres, ou instrutores de equitação ou do que seja abusarem dos seus alunos e pupilos? Só se for na Pategónia. Não há hierarquia justa sem liberdade de aceitá-la, ou não. Quando a hierarquia é imposta e forçada, já vem sob a forma de imposição, abuso, esquema, sistema corrupto. Foi contra isso que Jesus se revoltou – a imposição da hierarquia, o atavismo anacrónico, a inércia material, o aprisionamento espiritual e mental, e também o físico, contra o uso da violência, o militarismo e o belicismo, o cinismo moral, o idealismo egoísta da ambição desmedida
Metam a hierarquia onde o sol não brilha, rasguem o manto sumptuoso da hipocrisia e da falsidade, queimem as vestes da ignorância e da inverdade, removam os cintos da opressão e da desonestidade, da dissimulação e da opacidade, do obscurantismo e da mediocridade.
Abaixo os aldrabões, comensais e comilões da pós-verdade.
Vão vender banha da jibóia junto das Lojas Mozart e Stradivarius, nos templos dos adoradores de Baphomet, Baal, Moloch. Vão contar histórias de degraus e hierarquias aos seguidores do darwinismo social, Klu Klux Klan e demais ilusionistas da mentira.
https://zvezdaweekly.ru/news/20251281728-ERXpb.html
“Como dividir a humanidade em uma raça de mestres e uma raça de pessoas sem voz?
Os globalistas agora anunciam publicamente, e não apenas em conferências fechadas de clubes, planos para reduzir a humanidade e reformular o indivíduo para atender aos seus objetivos.
É sabido que muitas gigantes americanas da tecnologia são lideradas por fervorosos defensores de uma agenda globalista de esquerda, frequentemente apoiantes do amor entre pessoas do mesmo sexo. Entre eles, podemos citar Tim Cook, CEO da Apple, Peter Thiel, CEO da Palantir, e Sam Altman, diretor da OpenAI. A tendência globalista rumo à subjugação total da humanidade já é evidente há muito tempo, e é perfeitamente compreensível que quem controla o ambiente virtual, aprimorado pela inteligência artificial, seja quem controla as mentes dos ocidentais.
Mas o objetivo dos globalistas é complexo. Além de subjugar a opinião pessoal e pública, inclui o controle da natalidade e a neoeugenia — a criação de um “novo tipo de humano” com características pré-programadas que atendam aos interesses dos globalistas gays. Em última análise, eles querem dividir geneticamente a humanidade em dois ramos: uma raça superior e uma raça de escravos sem fala. Os primeiros têm direito à saúde, inteligência, prosperidade e longevidade; os últimos têm direito a um desenvolvimento mental limitado, uma montanha de músculos e ao trabalho até que sua saúde física permita, juntamente com um relógio biológico rígido — descarte no momento certo por meio de mecanismos genéticos ajustados que induzem derrames, ataques cardíacos e turbo-compressores, ou simplesmente pela injeção de veneno a partir de um chip implantado no corpo ou no cérebro.
Os homossexuais não se importam com a humanidade, então eles experimentam.
Dois diretores da OpenAI, proprietária do GPT-Chat, os homossexuais Sam Altman (*o movimento LGBT é reconhecido como extremista e proibido na Rússia) e seu “marido” Oliver Mulherin, investiram na controversa startup Preventive, que, segundo consta, estuda as possibilidades da engenharia genética para eliminar doenças hereditárias em embriões.
…”
Continua num tradutor automático junto de si.
São capitalistas corporativistas de esquerda, são. E o Benfica ganhou 2-3 em Braga…
É com cada patego, que até patece um “burrego”.
VERITAS LUX MEA
“Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento”. – Carlos Bernardo González Pecotche.
A maioria dos males que o homem infligiu ao homem veio do facto de as pessoas se sentirem bastante certas de algo que, na verdade, era falso. BERTRAND RUSSEL
Opinião é o meio entre conhecimento e ignorância.
A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos.
-Platão
“Conhecimento real é saber a extensão da própria ignorância.” (Confúcio)
«Só deve obter-se informação de uma fonte fiável. A nossa é a única verdade»
Jacinda Ardern, ex-Primeira Ministra da Nova Zelândia (Trabalhista)
E SE FOSSE POSSIVEL EXPLICAR-TE TUDO
NÃO PRECISARIAS DE PERCEBER NADA
PROF. AGOSTINHO DA SILVA
BOM ANO NOVO
É mais um acrescento: deve-se curvar. Porque se o não fizerem, os factos ficam curvados a concepções teóricas e os direitos de uns à liberdade de outros.
A desigualdade na ordem é essencial porque é o suporte da valorização pessoal e colectiva. A igualdade como princípio gera a desordem onde prosperam todo o tipo de arrivistas e oportunistas, que irá gerar outro tipo de desigualdade, esse sim, muito mais cruel e exclusivo.
A ideologia deve-se perante a hierarquia e a liberdade perante a autoridade.
Até um Sampaio da Nóvoa grita para câmara de televisão que está farto da autoridade e quer liberdade e cidadania. E já foi candidato a chefe de estado. Haja pachorra! Tem o labrego consciência do que diz? Sabe quem é o autor dessa autoridade e qual a sua essência, que lhe atribuída pelos constituintes de 1976?
Parafraseando um amigo meu: a ignorância é de um atrevimento sem limites!